quarta-feira, 24 de julho de 2013

Eduardo Campos é o melhor governador do Brasil , escrito por Magno Martins

Portal 247
Governador mais bem avaliado do País, com 58% de ótimo e bom em levantamento feito pela CNI, Eduardo Campos (PSB) mostra força no momento em que maioria dos políticos está em baixa. segundo mandato em Pernambuco é marcado por realizações.
Presidente do PSB, ele faz mudanças nos comandos partidários para montar palanques estaduais para 2014. Discreto, mas atuante, experiente sem deixar de ser uma renovação na politica nacional, confirmação de sua candidatura é mais uma questão de tempo 
Nada melhor para um político do que estar em alta quando a maioria à sua volta sofre de baixa popularidade. Nessas condições, ele se distingue e aumenta seu próprio cacife para experimentar voos maiores. É o que está acontecendo neste momento com o governador em segundo mandato de Pernambuco, Eduardo Campos.
Na esteira das manifestações estudantis que varreram o País no mês passado, quando a classe política foi rechaçada como um todo, ele saboreia uma pequisa da Confederação Nacional da Indústria/Ibope na qual emerge como o governador mais popular entre 11 chefes de Executivo dos Estados mais populosos.
Com um índice de 59% de conceitos ótimo e bom, Campos, que também é presidente do PSB, vai encontrando, com números desse porte, as condições naturais para seguir sua trajetória. Ele foi reeleito em primeiro turno, em 2010, com 82% dos votos.
Agora, começa a deixar a discrição de lado para preparar seu voo presidencial para 2014. Campos não tem outra alternativa. É o que seu partido deseja, contando com ele como puxador nacional de votos.
É o que ele parece estar em ótimas condições para realizar, exatamente por apresentar diferenças em relação aos demais presidenciáveis: fala pouco, o que o protege de errar muito, está numa legenda considerada de esquerda, que o blinda da pecha de conservador, tem um passado limpo e uma obra para mostrar.
De quebra, é neto de um político mítico, Miguel Arraes. Não é pouco.  Sem escândalos para explicar e com realizações que se refletem na economia de Pernambuco, a de maior expansão entre os Estados do Nordeste nos últimos anos, Campos pode exibir como sua a espetacular ampliação do Complexo Portuário de Suape -- hoje com 105 empresas instaladas em 13,5 hectares de área -- e extrair dividendos de ações de resultado contra a histórica seca de sua região.
Campos tem como uma das principais realizações a interiorização dos investimentos, o que tem causado um impacto significativo no crescimento econômico do Estado.
Dados da Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas dePernambuco (Condepe/Fidem) apontaram que o Produto Interno Bruto (PIB) estadual cravou R$ 115 bilhões em 2012, alta de 2,3% em relação ao ano anterior, enquanto que o PIB nacional cresceu 0,9%.
Outros dados recentes também mostram o planejamento do governador também em relação a áreas que demandam investimentos cujos resultados são sentidos a longo prazo, mas já causam efeito.
Campos tem como um dos principais programas da sua gestão o Pacto Pela Vida, que visa reduzir a criminalidade do estado, e, novamente, os dados mostram eficiência. 
Conforme levantamento da Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (Cabela) e divulgado no Mapa da Violência 2013, na semana passada, em 2001, Pernambuco tinha uma taxa de 58,7 homicídios para cada 100 mil habitantes, a maior do Brasil. Em 2011, a taxa caiu para 39/100 mil hab., um declínio de 39%.
PALANQUES - Com essa bagagem, o governador já começa a se movimentar com mais ênfase na montagem de palanques para sua candidatura nos Estados estratégicos.
Em Minas, ele acabou de pilotar a substituição do comando local da legenda de modo a aumentar a segurança do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, em concorrer ao governo.
Em São Paulo, onde ainda é considerado pouco conhecido, aumenta o número de visitas e firma uma aliança com a central Força Sindical, que tem boa estrutura e a marca de ser uma entidade anti-PT.
No início do ano, muitos petistas se irritaram com algumas críticas de Campos ao governo da presidente Dilma Rousseff, procurando enquadrá-lo. Aliado de primeira hora do ex-presidente Lula, Campos não se dobrou às pressões, mas recuou seu time, fugindo das primeiras páginas do noticiário político.
Daqui para a frente, porém, dadas as novas condições – da rejeição ao PT nas manifestações de rua ao apoio que ele próprio recebeu na pesquisa da CNI --, se verá um Campos mais crítico, posicionando-se mais pontualmente sobre os grandes temas nacionais
A alta aprovação de suas duas gestões também conferem a Campos uma nova autoridade em suas costumeiras conversas com o tucano Aécio Neves, presidente do PSB. Com ele, poderá fechar um acordo de não agressão para a disputa em primeiro turno, em troca de uma aliança aberta na hipótese de um deles alcançar o segundo turno.
Ambos, nesse caso, seriam parceiros de primeira hora nas críticas ao governo do PT. Uma tarefa que, para Campos será tanto mais fácil se se confirmar a ausência do ex-presidente Lula na disputa.
A queda de Dilma nas pesquisas também tem influenciado a mudança de postura de parte da ala contrária à postulação presidencial, o que inclui governadores como Ricardo Coutinho (PB) e Renato Casagrande (ES).
A exceção fica por conta do governador do Ceará, Cid Gomes, e do irmão Ciro Gomes, que defendem abertamente o apoio à reeleição da presidente Dilma.
O governador, afinal, sempre deixou claro que sua lealdade ao ex-presidente não se transformou em apoio irrevogável à presidente Dilma. Para enfrentá-la, o governador estará, como se diz, a cavaleiro.

PMDB pode abandonar Dilma

Má notícia para a a presdidente Dilma anunciaLeonel Rocha na coluna política da ISTOÉ: O vice-presidente Michel Temer aproveitará o recesso no Congresso para conversar com a presidente Dilma Rousseff.
''Temer informará a ela que um grupo influente do PMDB defende o rompimento imediato com o Planalto e o apoio à candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).''
Escrito por Magno Martins, às 04h00

Policia Militar cogita à chance de acidente na praia citada anterirmente












A Polícia Militar cogita a possibilidade de o suposto acidente aéreo nas praias de Goiana, Litoral Norte de Pernambuco, ser um engano. A passagem de uma plataforma de petróleo pelo local teria confundido os moradores da região e os levado a crer que uma aeronave estava afundando. As buscas estão suspensas.

O Comando da Aeronáutica, igualmente, não confirma qualquer informação de queda de avião. A Polícia Rodoviária Federal (PRF), que anteriormente anunciou o acidente aéreo, afirma que soube da notícia a partir do Corpo de Bombeiros, que, por sua vez, nega ter repassado tal informação.

O capitão Bruno Machado, da Polícia Militar, disse ao NE10 que a partir de fotografias tiradas por moradores foi levantada a questão de o acidente aéreo ser um erro. 'À distância, dava a impressão de que era um avião caindo. Quando fizemos a aproximação das imagens, percebemos que aparenta ser uma plataforma com as torres rebatidas', afirmou o capitão, acrescentando que se trata apenas de suspeitas, já que eles não são peritos em análise de fotografias.

Entre as praias de Barra de Catuama e Pontas de Pedra não há plataforma. Mas segundo o capitão, Natal e Salvador têm o equipamento, que deveria estar sendo rebocado por estes mares.

Foram realizadas mais de duas horas de buscas com helicópteros e nada foi achado. Já sem iluminação natural, está suspensa a procura por vestígios. Um posto de prontidão do Corpo de Bombeiros está armado no local.

Mais fatos sobre à queda do avião em PE

O corpo de bombeiros confirmou  a queda de uma aeronave entre as praias de Barra de Catuama e Ponta de Pedras, no litoral norte de Pernambuco. De acordo com o comandante Perez, do segundo batalhão da Polícia Militar do estado, uma operação padrão já foi montada no local.
Um helicóptero da Policia Rodoviária Federal (PRF) e um do corpo de bombeiros já estão sobrevoando a área, além de 7 viaturas da corporação que também montaram um ponto de apoio para dar inicio as buscas. A Infraero ainda não confirmou a queda da aeronave. De acordo com Eder Rommel, da PRF, a aeronave é um bimotor, não se sabe se é de carga ou de passageiros e se é de pequeno ou médio porte.
Na internet, circulam fotos de internautas que seriam do momento da queda do avião. A veracidade das fotos não é confirmada.
Postado por Clarissa Siqueira

Avião cai em Pernambuco

Um avião caiu na tarde desta quarta-feira na praia de Barra Catuama, na cidade de Goiana, em Pernambuco. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a ocorrência foi registrada por volta das 16h10. Sete viaturas foram encaminhadas inicialmente ao local. 
Segundo o Corpo de Bombeiros de Pernambuco, relatos iniciais apontam que a aeronave caiu a cerca de seis quilômetros da costa. Relatos de populares que entraram em contato com os bombeiros variam a descrição do avião como de médio e pequeno porte.
Ainda não há informações sobre o modelo da aeronave e o número de passageiros ou vítimas.

Tubarões em ação


Com suas tiradas sempre cheias de graça, o comunicador Geraldo Freire questionava de modo simplista na sua Super Manhã da Rádio Jornal, desta terça-feira, 23 de julho de 2013, de quem era a culpa por mais uma morte causada por tubarão, em Boa Viagem. Se do peixe ou da nova vítima, uma jovem de São Paulo, Bruna Gobbi, de apenas 18 anos de idade. E concluiu seubreve comentário afirmando peremptoriamente que o peixe estava no seu devido lugar, insinuando a responsabilidade dessa e das outras mortes por ataques de tubarão nos ombros das próprias vítimas.

Pois eu digo que não, os tubarões que atacam e matam, quase à beira das praias de Pernambuco, estão fora do seu lugar, de onde foram expulsos pelo desenvolvimento e pela gula sem limites dos nossos megaempresários, autênticos tubarõe$ do concreto, do asfalto.
Tudo começou nos anos 1960, com os primeiros estudos para a construção de um super porto em Pernambuco. Em 1978 foi criada a Empresa Suape e em 1984 começava a primeira etapa da obra de pedra e cal.

Nessa época, um grupo de ambientalistas pernambucanos abrigado na Aspan, Associação Pernambucana de Defesa da Natureza, e noutras entidades afins, já antecipava o futuro que viria com a destruição de mangues e dos estuários dos rios agredidos em nome do desenvolvimento, sem estudos sérios e confiáveis sobre a repercussão que a obra traria para todo o nosso Litoral. Um desses focos de resistência, a Aspan, que eu frequentava, reunia-se em Olinda na casa de Giusepe Baccaro, um italiano apaixonado por Olinda e por Pernambuco, que vivia na época na Vila de Nazaré, no Cabo de Santo Agostinho, um morro ao pé do qual começava a crescer o Porto de Suape, e que hoje ainda mora em Olinda.

Todos eram tachados de trogloditas e ecologistas atrasados e inimigos do desenvolvimento.
Se as agressões ao meio ambiente ficassem somente em Suape, ainda se toleraria. Mas, depois de Suape, que além dos tubarões trouxe a destruição das praias até Maria Farinha, veio a gula desenfreada dos super construtores, das megaempresas sem escrúpulos nem dó com uma qualidade de vida mínima para a população litorânea. Mais mangues destruídos, mais estuários de rios agredidos, como do Rio Timbó, em Maria Farinha, com suas margens privatizadas transformadas em píeres dos granfinos da aristocracia pernambucana, com saudades da casa grande e das senzalas das usinas de cana-de-açúcar e dos milicos de 1964. Pescadores nativos e verdadeiros donos de terrenos nessa área levaram muito pau no lombo e foram expulsos dali. Todos, mandados pra bem longe por “gente de bem”.

Hoje, Pernambuco tem um naco do seu Litoral privatizado nas mãos de uma grande Empresa, a Odebrecht, que transformou uma reserva da natureza em uma reserva imobiliária para bilionários estrangeiros e um pequenino grão de areia da elite burguesa brasileira. Além da destruição de mangues, até a nossa cultura foi vilipendiada, com a expulsão da Festa da Lavadeira do seu local natural. Não custa lembrar que nos últimos anos da Festa na Praia do Paiva, jogava-se pó de vidro e pregos pequenos para os visitantes ferirem-se no tradicional banho de lama, abandonando o lugar.

Mas é pouco! E o megaempresário que se assina por uma sigla, JCPM, e que diz ter orgulho de ser nordestino, e é patrão do comunicador, quis mais. Levantou na beira do mangue do Pina um imenso “shopping center”, sob a bênção do então prefeito João da Costa, para realizar seus sonhos megalomaníacos. Mas ainda estão achando pouco e outra grande Empresa  quer agora abocanhar a última área virgem do Recife, a Ilha do Zeca, para levantar as fabulosas torres que são a tara de seu proprietário no meio da lama, destruindo o que ainda resta do nosso mangue. Mas não faz mal, é tudo “gente de bem”, bem intencionada, vencedora e de sucesso.

E Geraldo Freire ainda vem dizer que o tubarão está no seu devido lugar. Não está, não, seu Geraldo! Os tubarões que vivem no seu devido lugar, sob a bênção dos poderes públicos, são os tubarões$ do concreto, do asfalto.

Ruy Sarinho / Olinda-PE

terça-feira, 23 de julho de 2013

Educação no Mundo
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Agosto/2011
Finlândia

Os segredos da Finlândia


Os motivos que levam a educação do país a ser uma das mais reconhecidas do mundo. E os problemas que a aproximam de outras nações


Beatriz Rey, de Helsinque*


"Não!", interrompeu Alfons Tallgreen, 13 anos, ao ouvir que o finlandês, sua língua materna, tinha raízes semelhantes às da língua russa. "O estoniano, o húngaro e o finlandês são línguas correlatas. Aconteceu assim: primeiro, o finlandês começou a ser usado no sul da Finlândia e, aos poucos, foi ganhando o norte do país", conta o menino ruivo, aluno da 7ª série da Itäkeskus, em Helsinque, capital da Finlândia. Apesar de já conhecer a história de sua língua, Alfons quer, no futuro, estudar as propriedades de plantas e micro-organismos. Pausadamente, explica que sua vontade inicial era ser dentista - a mãe o demoveu da ideia. Porém, já estava interessado em biologia nessa época. "Estava pesquisando a floresta aqui do lado da escola. Mas infelizmente as árvores serão cortadas para a construção de casas de madeira no lugar", diz. 

A escola em que Alfons estuda tem o foco específico em línguas. Ali, os alunos têm a opção de estudar diversos idiomas. É o caso de seu colega, Muaad Hussein, cuja família tem ascendência libanesa. Com a mesma idade de seu colega, o menino já conhece cinco línguas: árabe, sueco, italiano, francês e finlandês, além de entender também um pouco de espanhol. "É claro que nem todos os alunos se interessam assim. Alguns não querem nem ouvir os professores. Não pensam no futuro", desabafa. Muaad tem razão. Ali, na Finlândia, os meninos e meninas são iguais a todos os outros no mundo: não gostam de escola, adoram o videogame, o computador, andam de skate em praças e passeiam em grupos pelos shoppings. O que leva, então, o país a ser sucessivamente o primeiro colocado nas avaliações do Pisa? Na última edição, que avaliou ciências, a média finlandesa foi de 563 - o Brasil alcançou 390 (52º de 56 países). 

Um documento do próprio Ministério da Educação, criado para apresentar o sistema educacional finlandês a estrangeiros, começa a responder à pergunta. Logo no começo, há uma advertência: o sucesso só pode ser explicado em função de uma conjugação de fatores, e não por uma única ação. A primeira razão, diz, é que a sociedade finlandesa valoriza a educação e, portanto, tem uma atitude muito favorável à área. Os números dão subsídio à frase que, aparentemente, não diz muito: aproximadamente 75% dos adultos entre 25 e 64 anos têm diploma de ensino superior. Na Finlândia, o ensino é obrigatório dos 7 aos 16 anos - em outras palavras, cursa o ensino médio quem quer. Mas apenas 1% dos estudantes da chamada escola "compreensiva" (equivalente ao nosso ensino fundamental) não continua os estudos.
Ser professor
Muito dessa atitude favorável à educação provém de uma cultura desconhecida em terras brasileiras. Na Finlândia, o professor é visto com respeito - profissionalismo e responsabilidade envolvem a profissão. Há um componente histórico nessa valorização: há cem anos, quando o país ainda se configurava como nação, a pobreza reinava, principalmente no interior. Ali, quem tinha um diploma de professor era tratado como se fosse rei. Foi esse o relato de um membro do Conselho Nacional de Educação Finlandês, Reijo Laukkanen, em entrevista à Educação na edição 150. Hoje, é menos reverenciado, pois divide o conhecimento com profissionais de outras áreas. Mas nas ruas de Helsinque é possível perceber a atmosfera positiva que o envolve. Enquanto espera em frente à famosa loja de departamento Stockmann, Sari Nummila, 41, mãe de dois filhos, é categórica: "o que posso dizer? Nós precisamos deles. Ficaria feliz se um dos meus filhos se tornasse professor", diz. Lea Itoonen, 56, mãe de três filhos e voluntária da Cruz Vermelha Internacional, diz estar satisfeita com a educação que recebem na escola. Só tem uma reclamação: antigamente, os professores tinham personalidade mais forte. "Gostaria que eles não apenas fossem um agrupamento excelente, mas tivessem mais atitude, enfrentassem os pais e o governo por melhores salários", relata. Mas, de qualquer maneira, diz: "é uma profissão bonita para se ter aqui". Mesmo entre os mais jovens, a percepção não se altera. Annette Backman, 21 anos, tem inclusive uma amiga que quer ser professora. "Eles são competentes e ela gosta da profissão", relata.

O fato de o professor ter autonomia para trabalhar em sua sala de aula também colabora com a visão social tão positiva. Há um currículo nacional básico, que dita as linhas gerais do que deve ser ensinado, mas o docente pode escolher os métodos, os livros, o tipo de didática e inclusive optar ou não pelo uso da tecnologia. "O currículo não é sobre o que se ensina. É sobre o que os alunos devem aprender. Ele define as capacidades e habilidades que os estudantes devem ter quando terminarem seus estudos", explica Heljä Misukka, secretária de Estado da Educação. Na Finlândia, antes de aprenderem os conteúdos, os alunos têm experiências práticas que auxiliarão no seu entendimento futuro. Um exemplo: na escola Itäkeskus, estudantes de 10 anos têm aulas de culinária. Mas, ao assistir a uma aula, percebe-se o motivo da intervenção dos professores quando eles explicam a reação do fermento em água quente e em água fria. Além disso, os alunos aprendem a economizar energia e água. É através dos saberes cotidianos, como fazer uma receita, que os pequenos estudantes já apreendem conceitos para, mais tarde, aprenderem o conteúdo. Tudo é muito bem amarrado.
Formação
Heljä lembra outro aspecto da profissão docente: os professores são altamente qualificados. Para começar, a concorrência nas universidades de pedagogia é enorme. Dados do Ministério da Educação dão conta de que, na última primavera, havia 6 mil candidatos para 800 vagas. Após ser aceito, o aluno deve completar o mestrado para poder lecionar em qualquer nível educacional (veja mais sobre formação de professores na próxima edição de Educação ). "Nós realmente podemos escolher os melhores", coloca.

Não é difícil encontrar pelas escolas docentes cujo sonho de ser professor foi realizado. É o caso de Lejeune Hannele, 42 anos, que leciona apenas para alunos com dificuldade de aprendizagem na escola Itäkeskus. "Queria ser professora desde os 8 anos. Estudei seis anos para conseguir. Sempre gostei de estar com crianças", conta. Lejeune passou seis anos no curso superior porque estudou letras durante quatro anos e teve um ano extra para ser docente e outro para ser professora de crianças com necessidades especiais. É importante notar que há um facilitador para a qualidade docente: os alunos já vêm com repertório e formação consolidada para a universidade, adquiridos durante o ensino fundamental e médio. Aliás, eis outro aspecto digno de nota: os ensinos fundamental é obrigatório e de graça para todos os alunos. Isso inclui materiais escolares, merenda, atendimento médico, atendimento dentário e transporte. No ensino médio, só fica a cargo do aluno o material escolar.
Alfons e Muaad, durante o intervalo das aulas: investimento na futura profissão desde os 13 anos
Liberdade e liberdade 
O modelo de gestão educacional na Finlândia também é diferenciado. O Ministério da Educação não tem as mesmas funções que o MEC brasileiro. Responsável pela elaboração de políticas públicas e de legislação, ele as propõe ao Parlamento, que pode aprová-las ou não. É um órgão de caráter menos executivo. O Conselho Nacional de Educação age mais efetivamente na implementação das leis. Um exemplo: o Ministério opta pela existência de um currículo mínimo nacional. O Conselho, então, fica responsável pelo desenho desse currículo. Abaixo dele, estão os chamados escritórios estaduais, cuja função na prática é a elaboração de estatísticas sobre determinadas regiões. Quem realmente executa são os municípios. O material didático usado por eles não é inspecionado pelo Ministério desde 1990, quando o processo de autonomia se consolidou. Os municípios e as escolas têm liberdade para escolher o material didático mais adequado às suas realidades. Geralmente, os municípios que estão localizados no interior do país e têm menos condição financeira recebem um repasse de verba do governo central - algo em torno de 42% do orçamento municipal. Helsinque não recebe nenhum tipo de ajuda do gênero. Todo orçamento provém dos impostos municipais. "As pessoas dizem que gostariam de pagar mais impostos, já que consideram a escola um serviço muito importante. Eles são altos, mas eles têm retorno do governo", aponta Heljä. 

O documento do Ministério da Educação ressalta a existência de um sistema educacional que oferece oportunidades iguais a todos, independente mente da região em que moram, do sexo, da situação econômica, da língua ou das origens culturais. A maioria dos imigrantes que residem na Finlândia é composta por russos, estonianos, chilenos e chineses. Eles vão para as escolas regulares, onde aprendem o finlandês e a sua língua materna. Por trás dessa iniciativa está a intenção de que as raízes culturais não se esvaiam. "Se você não sabe sua própria língua, é muito difícil aprender outras", coloca Heljä Misukka. A secretária de Estado enxerga alguns grandes desafios pela frente. Um deles é a discussão do número de alunos por sala. Quando assumiu o cargo, fez um mapeamento desse número em todos os municípios - o que não foi bem recebido nas cidades. Como as escolas são autônomas, há salas de 8 alunos e de 36, o máximo registrado. "Demos 16 milhões a eles neste ano e daremos mais 30 milhões no próximo ano para que deixem suas salas menores", diz. 

Outra questão, a formação continuada dos professores, toca num ponto importante: tecnologia. Mais uma vez, a rede autônoma cria sistemas paralelos. Algumas escolas, como a Itäkeskus, usam lousa digital. Mas os municípios que sofrem com problemas financeiros não podem arcar com esse custo. Heljä diz que ter medo da tecnologia não é uma atitude correta. Lembrando que a Nokia é finlandesa, afirma que grande parte dos alunos do 1º ano já tem celular. "Se vão à escola e lá não há nenhum tipo de tecnologia, a escola vira um museu. Se o professor quer ensinar como um aluno deve se comportar no universo on-line e a escola não puder lidar com isso, temos um problema", levanta. Há um projeto-piloto no país que usa a tecnologia com crianças que têm necessidades especiais. Elas aprendem a ler e a escrever primeiro no computador, e depois vão para o papel. "É mais fácil para eles e não há nada errado com isso. Há diferentes tipos de aprendizes e diferentes soluções pedagógicas para eles", afirma.
*A jornalista Beatriz Rey viajou a Helsinque a convite da Embaixada da Finlândia no Brasil e do Ministério das Relações Exteriores da Finlândia












domingo, 14 de julho de 2013

Os americanos agiram de forma covarde com o avião do presidente boliviano

Sábado, 6 de julho de 2013
Carolina Gonçalves*
Repórter da Agência Brasil
No próximo dia 9, integrantes do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) vão se reunir para discutir o bloqueio aéreo feito por quatro países europeus à aeronave do presidente da Bolívia, Evo Morales.  

No início da semana, autoridades da França, da Itália, da Espanha e de Portugal não autorizaram que a aeronave, que vinha de Moscou, cruzasse o espaço aéreo alegando suspeitas de que o ex-funcionário da CIA (agência de inteligência dos Estados Unidos), Edward Snowden, estaria a bordo. O avião foi forçado a fazer um pouso de emergência na Áustria onde, segundo fontes de La Paz, foi revistado.
  

Snowden, que denunciou o monitoramento feito por autoridades norte-americanas de e-mails e ligações telefônicas de cidadãos dentro e fora dos Estados Unidos, está, há quase um mês, em uma área de trânsito do Aeroporto de Moscou, considerada como "território neutro".
 

Hoje (6) o presidente da Bolívia ofereceu "asilo humanitário" ao americano. No discurso feito em uma cidade no Sudeste do país, Morales deixou claro que a decisão é um protesto contra os países que impediram que a aeronave decolasse.
  

A reunião da OEA, marcada para a próxima terça-feira, ocorrerá na sede da organização internacional em Washington e será transmitida ao vivo no site da OEA. Há três dias, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, cobrou explicações dos governos europeus. Em comunicado, Insulza se disse “profundamente incomodado” e ressaltou que “nada justifica uma ação de tanto desrespeito”.
 
* Com informações da Agência Boliviana de Informação

Snowden pode causar mais danos aos EUA, diz jornalista Glenn Greenwald, a quem Snowden revelou as informações sobre os programas de espionagem, disse que ex-funcionário da CIA tem mais informações para prejudicar governo norte-americano 14 de julho de 2013 | 12h 21

AE - Agência Estado
O jornalista Glenn Greenwald, a quem o norte-americano Edward Snowden revelou a existência de programas secretos de vigilância do governo dos Estados Unidos, afirmou ao jornal argentino La Nación que Snowden tem dados que podem ser muito mais "prejudiciais" ao governo norte-americano.
"Snowden tem informações suficientes para provocar mais danos ao governo norte-americano em apenas um minuto do que qualquer pessoa jamais teve na história dos Estados Unidos", disse Greenwald ao diário. "Mas este não é seu objetivo", afirmou o jornalista.
O norte-americano está há três semanas na área de trânsito de um aeroporto de Moscou desde que chegou à Rússia, proveniente de Hong Kong, no dia 23 de junho.
Snowden foi funcionário da CIA e ultimamente trabalhava para uma empresa que presta serviços para a Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês), onde teve acesso às informações que foram vazadas.
Na sexta-feira, ele convocou um grupo de ativistas para uma reunião no aeroporto e revelou que pediria asilo à Rússia até conseguir viajar para a América Latina, onde três países, Venezuela, Bolívia e Nicarágua ofereceram asilo político a ele.
Mas autoridades russas ainda não confirmaram o recebimento do pedido que, se aprovado, pode estremecer ainda mais as já tensas relações entre Rússia e Estados Unidos.
O governo dos Estados Unidos quer que Snowden volte ao país para ser julgado pelos vazamentos, mas até agora Moscou tem recusado o pedido, afirmando que não tem um tratado de extradição com Washington.
Durante a reunião de sexta-feira, Snowden declarou que não quer prejudicar os Estados Unidos, mas não ficou claro se isso significa que ele está pronto para parar de divulgar as informações para poder ficar na Rússia, já que esta foi a condição imposta pelo presidente Vladimir Putin para conceder asilo ao norte-americano. Fonte: Dow Jones Newswires. 

Médicos contam como é trabalhar onde falta tudo, até esparadrapo, do portal IG

Profissionais de Macapá (AP) e do interior da Bahia relatam dificuldades de conviver com pouca estrutura dos hospitais e casos terríveis de falta de assistência

“Eu já peguei coisas aqui que eu nunca imaginei ver na minha vida”, diz Maria do Horto Teixeira, médica ginecologista obstetra de 64 anos e atualmente trabalhando num hospital de Macapá (AP). Maria é uma das poucas médicas experientes que após anos atendendo num consultório, no caso dela em Porto Alegre (RS), decidiu ir para o Norte do País.
Arquivo pessoal
O médico Thiago Cavalcante Ribeiro (à direita) durante seu período em posto de saúde no interior da Bahia: um braço quebrado tinha que ser levado ao hospital da capital mais próxima
Thiago Cavalcante, 29 anos, formado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em 2011, também foi trabalhar no interior, no caso dele logo após se formar. Ele se inscreveu no Programa Saúde da Família do governo federal e foi enviado para o município baiano de Paripiranga, de 26 mil habitantes e a 100 quilômetros de Aracaju, no Sergipe. Trabalhava no posto médico três dias por semana, o que permitia tempo para estudar para a prova de residência. O salário líquido era de R$ 8.300,00, mais ou menos o mesmo de Maria, em Macapá.
A decisão de Maria de se mudar foi tomada após um concurso que convocou médicos do país inteiro para concorrerem a uma vaga no hospital da capital do Amapá, em 1997. Ela se inscreveu, passou e resolveu mudar de ares. Porém, em poucos dias notou que a realidade era muito diferente do que estava acostumada. Lá, ela sentiu na pele que um plantão pode ter complicações que vão além da gravidade do caso de cada paciente ou da falta de médicos. E que o tradicional corre-corre da sala de emergência pode ganhar como adicional a falta de equipamentos por causa do desvio de recursos ou ter que atender mais pacientes que o esperado por ser o único hospital num raio de muitos quilômetros.
“No ano passado teve concurso aqui no Estado e passou uma médica de Belém (PA) para ganhar R$ 20 mil por 40 horas. Quando ela chegou aqui e viu o hospital onde falta quase tudo ela desistiu e voltou rapidinho”, disse.
Thiago também conta que o posto em que trabalhava tinha estrutura para fazer apenas o básico. Uma intervenção mais complicada ou até mesmo um caso de braço quebrado tinha de ser encaminhado para um hospital em Aracaju. “Tive sorte de ficar num local relativamente perto de uma capital com bons hospitais. Alguns amigos da faculdade foram para lugares mais distantes que eu. Os hospitais não tinham estrutura nenhuma e eles ficavam expostos a situações terríveis”, disse.
Maria lembra que uma vez estava sozinha no hospital quando chegou uma grávida jovem amparada por bombeiros. “Ela veio sozinha de barco para Macapá, depois de uma longa viagem. Foram os passageiros que chamaram os bombeiros quando o barco chegou ao porto. A mulher tinha um filho morto na barriga, que devia estar lá há não sei quanto tempo e não resistiu depois de tantas horas sacolejando no barco. É muito triste”, conta.
Outra vez, Maria atendeu uma paciente com “uma hemorragia brutal”. “Nem sei como ela sobreviveu, perguntei quantos filhos ela tinha e ela só respondeu mostrando os cinco dedos da mão e logo depois desmaiou. Esta estava acompanhada e soube que havia enfrentado uma viagem de 18 horas num barquinho até aqui. Chegou ao hospital em estado de choque”, diz.
A falta de hospitais no interior do Amapá e do Pará - como a ilha de Marajó, por exemplo - obriga pacientes em estado grave a enfrentar horas de barco para serem atendidos em Macapá. “O problema é que, chegando na capital do Estado, eles encontram hospitais sem estrutura, equipamento ou médicos preparados”, disse.
Maria acredita que a falta de dinheiro não seria exatamente o problema se não houvesse tanto desvio de recursos. “Eu acho que daria para fazer um atendimento por avião nestes locais remotos e ter melhores hospitais. Brasília manda dinheiro, mas há muito corrupção”, disse. Na Região Norte, muitos locais são alagados durante alguns meses do ano, o que impossibilita a construção de estradas e torna o barco a única maneira de acesso. O avião nestes casos seria uma solução para o pronto-atendimento.
Outro problema grave, segundo Maria, é a má formação que as universidades da região dão aos médicos. Ela considera que os médicos não saem da universidade preparados para encarar um plantão, ainda mais em situações onde falta tudo, de equipamento a materiais mais simples como agulhas, esparadrapo ou lençóis. “Tem médico que sai da universidade e não sabe nem usar um fórceps. Eu estou falando de coisa básica”.
Maria trabalha com médicos “da velha guarda” e outros mais jovens e afirma que é visível a diferença entre as duas gerações. Os mais jovens trabalham “feito condenados” para ganharem dinheiro e irem embora. “Tem um médico que trabalha comigo que além das 40 horas, faz plantão em três hospitais. São cerca de 30 plantões por mês. Um absurdo. Agora eu pergunto como que eu médico deste vai ter o mínimo de atenção e cuidado com o paciente?”.
“Eu vejo também que os jovens de Porto Alegre dificilmente viriam para cá. Eles não querem trocar aquela vida aparentemente pequeno-burguesa para virem para tão longe”, critica.
Ida para o interior, mas com foco na especialização 
Ao contrário da maioria dos médicos que, quando vai para o interior, permanece poucos meses, Thiago ficou em Paripiranga por quase dois anos. Após ficar um ano e meio no Programa Saúde da Família, ele permaneceu por mais três meses no mesmo posto de saúde, mas como integrante do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), até que passou para a residência de otorrinolaringologia em Salvador (BA) e foi morar na capital baiana.
“O salário do Provab era menos 300 reais que o do PSF e eu trabalhava um dia a mais, mas a participação no programa me rendia 10% a mais da minha nota na prova de residência e qualquer meio ponto nesta prova vale ouro, não é?”, disse. Pelo Provab, a carga de trabalho é de 40 horas, sendo oito horas de estudo usadas em um curso de ensino à distância.
A adesão ao programa na turma de Thiago foi relativamente grande, mas não muito duradoura. Dos 77 alunos que se formaram, cerca de 30 passaram na primeira tentativa para a residência. Do restante, cerca de 90% ingressou no Provab. “Muitas cidades do interior não disponibilizam nem internet. Então como é que o médico que participa do Provab vai fazer o curso à distância obrigatório? Na minha cidade eu tinha internet, mas esta não é a realidade para todos”, disse.
Para ele, se o interesse do governo federal no Provab é incentivar a ida de médicos para o interior, então é preciso que os salários de quem trabalha no interior seja maior que o nas capitais. “O salário dos médicos do Provab é o mesmo para quem fica no interior ou na capital. Então não tem um estímulo para o médico ir para o interior. Eu continuei em Paripiranga que fica a 100 quilômetros de uma capital, mas tenho amigos que foram mais para o interior e desistiram antes mesmo de mim por causa dos problemas que enfrentaram”, disse.
Ele disse que com dois plantões de 24 horas por semana em hospitais de Aracaju, por exemplo, onde se paga R$ 1.500 por um plantão de 24 horas, ganha-se mais que o salário líquido do Provab.
Segundo dados do Provab, 968 médicos desistiram do projeto desde que foi criado em 2011. Do total, 46,5% foram convocados para programas de residência e 29,8% foram desligados por descumprirem regras do edital, como carga horária de trabalho e faltas cumulativas.
Médicos estrangeiros 
Tanto Thiago quanto Maria não acham que a “importação” de médicos vai solucionar a falta de médicos no interior do País. “Aqui vai ser o primeiro lugar que vão querer colocar médicos estrangeiros. Você acha que um europeu vai querer ficar na selva por muito tempo? Quando começar a sofrer com malária, falta de equipamento e grosseria vai querer ir embora. Talvez os cubanos permaneçam por mais tempo”, disse Maria.

Partidos políticos desvalorizados



 Nas manifestações das últimas semanas podemos perceber  a falta de confiança do povo nos diversos partidos existentes , fato corroborador da inexistência de ligação de ideais entre a sociedade e as siglas.

Temos um país rico ,entre os dez do planeta . Entretanto pecamos muito no quesito distribuição de renda, somos um dos maiores concentradores de renda do planeta . A menor parte da sociedade fica com a maior parte das riquezas . Um país onde rico não faz consulta em hospitais  públicos e pobre não conhece o valor da educação, por aí da para perceber os equívocos cometidos por  nossos líderes maiores .
 À solução tá aí , povo nas ruas , várias conquistas foram obtidas , agora os crimes contra o patrimônio público são considerados hediondos , os preços das paisagens de ônibus  foram reduzidos outras vitórias podem serem obtidas , desde que as passeatas continuem de forma pacífica e constantes.

Do blog do Magno Martins

Tem que desempenhar
 Na sua coluna deste domingo, na revista VEJA, Lauro Jardim dá a seguinte nota:
''Com rapidez cirúrgica, o notório Fernando Collor mostrou que pode ser tudo, menos ser um senador sem prestígio no governo.
Insatisfeito, muita gente sabe por que, com o “desempenho” de dois diretores da Petrobras Distribuidora, Collor foi a Dilma Rousseff e pediu a cabeça da dupla.
Numa tacada só, conseguiu derrubar os indicados pelo PTB José Zonis e Luiz Claudio Sanchez e substitui-los por outra dupla de sua confiança.
Os novos agentes do notório na Petrobras são Vilson Reichenbach e Luis Lima Filho. Melhor ficar de olho no “desempenho” deles.''
 Escrito por Magno Martins, às 13h30

Reportagem da BBC MUNDO

América Latina terá rede social que critica e imita Facebook

Atualizado em  13 de julho, 2013 - 11:03 (Brasília) 14:03 GMT
página inicial do Facepopular (BBC)
Fundadores esperam alcançar 100 mil usuários neste fim de semana
Uma nova rede social está sendo criada na Argentina com objetivo de fazer frente ao Facebook e se tornar a principal ferramenta de intereção social na América Latina.
O Facepopular, em que "face" não significa rosto, mas "Frente Alternativa Contra o Establishment", tem uma postura crítica em relação ao "establishment" Facebook, que lhe serviu de inspiração.
A rede social, que espera ser um competidor direto do Facebook, conta com servidores localizados na Argentina e seu lançamento, esta semana, coincide com os planos de criação da mega rede de fibra ótica que a União das Nações Sul-Americanas (Unasul), da qual o Brasil faz parte, está desenvolvendo para toda a região.
O Facepopular é o produto-estrela da Red Popular, grupo de mídia que reúne rádio, TV e sites na internet, cujo objetivo é servir de plataforma de integração tecnológica para os países da Unasul e da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, Celac, da qual o Brasil também é membro.
E seus criadores são otimistas: esperam que o Facepopular se torne a rede social mais predominante na América Latina no prazo de um ano.

Emoperones em vez de Emoticons

Em termos conceituais, o Facepopular tem muitas aplicações, opções e botões semelhantes ao Facebook. Mas há também diferenças.
Em vez de emoticons (caracteres tipográficos que expressam emoções), há "EmoPerones" e seus usuários podem enviar uma "Evita", um "Perón" ou até um "Bolívar", em alusão aos ícones da política latino-americana.
Os hambúrgueres, por sua vez, serão substituídos por choripanes, sanduíches argentinos feitos com chouriço.
Outra diferença em relação ao site é que o Facepopular não tem limite de amigos.
Também contará com um botão de "Não Curtir" e com uma seção denominada "O indesejável da semana".
O Facepopular quer desbancar o Facebook, mas clonando suas ideias para adaptá-las a uma versão latino-americana.
Em sua declaração de princípios, seus idealizadores dizem que o objetivo do Facepopular é "gerar um canal de comunicação e interação comunitária sem as arbitrariedades e modelos de imposição de outras redes sociais desenhadas e operadas fora da América Latina por corporações multinacionais".
"É uma rede latino-americana, para hispanófonos, pensada e concebida segundo nossos próprios parâmetros e padrões", diz em sua página na web.

Condenações

O tom embarca na onda de condenações que se espalhou pela região após a revelação do escândalo de espionagem dos Estados Unidos, que teriam espionado milhões de mensagens de e-mail em vários países, inclusive no Brasil.
"Esperamos superar a marca dos 100 mil usuários no final de semana", disse Pablo Lenz, um dos fundadores da rede social, em entrevista à televisão local.
"Vamos incorporar um quarto servidor porque não vamos dar conta", acrescentou Lenz.
No entanto, no dia de seu lançamento, o Facepopular contava com 400 usuários, segundo informações publicadas nos meios de comunicação locais. E ao encerramento desta matéria, não era possível se inscrever na rede social.
Diante das várias semelhanças com o Facebook, que vão desde a tipografia até as mais variadas funções, a BBC Mundo contactou a rede social para saber sua opinião a respeito do lançamento do Facepopular e se haviam comentários sobre direitos autorais.
"Estamos analisando. Não temos comentários a fazer neste momento", respondeu à BBC Mundo Alberto Arébalos, chefe de comunicações para América Latina do Facebook por e-mail.

PSB gaúcho defende candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República

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Escrito por Daniela Miranda  |  Categoria: Blog
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Cerca de 300 lideranças socialistas participaram no sábado, dia 13, da reunião ampliada do Diretório Estadual do PSB/RS. Foram debatidas as conjunturas política e econômica estadual e nacional e avaliados os rumos do partido para 2014. Os socialistas gaúchos foram unânimes nas manifestações de apoio à candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, à presidência da República, demonstrando entusiasmo com a possibilidade real e viável de um projeto nacional, com protagonismo do partido.
Alguns dirigentes defenderam candidatura própria do PSB ao Governo do Rio Grande do Sul mas, no Estado, os socialistas buscarão alianças que dialoguem e fortaleçam a candidatura nacional de Eduardo Campos.
O presidente estadual do PSB, deputado Beto Albuquerque, avaliou o resultado do encontro afirmando que, ao ouvir as bases, ficou claro que os socialistas querem e já começam a trabalharpelo projeto nacional, advertindo, no entanto, que “Nosso partido não quer candidatura de construção. Queremos ganhar a presidência da República e as candidaturas estaduais precisam trabalhar nesse sentido”.
Hoje, a tarefa principal do PSB é a construção da candidatura de Eduardo Campos. O projeto de Brasil dos socialistas terá propostas objetivas e concretas para atender a voz das ruas e ir ao encontro das necessidades reais do povo brasileiro. 
Sobre o plebiscito, os socialistas entendem que este não foi o clamor das manifestações, que, na realidade, cobraram melhores serviços públicos, mais saúde, educação, segurança e mobilidade urbana. 
Durante a reunião, que lotou o  Auditório da Fetag/RS, em Porto Alegre, os socialistas destacaram bandeiras defendidas em todo o Brasil como o fim das coligações proporcionais já para 2014; a unificação das eleições para 2018, mandatos de cinco anos sem reeleição, o fim foro privilegiado e o fim do voto secreto. O PSB gaúcho também destaca a necessidade de uma reforma de estado, que enfrente os problemas e privilégios do Executivo, Legislativo e Judiciário, incluindo Ministério Público e órgãos de fiscalização. Também defendem a criação do Sistema Único de Segurança Pública e a aplicação de 10% do Orçamento da União para a saúde, e 10% do PIB para a educação.
O encontro foi muito representativo, reunindo todos os deputados estaduais e federais do partido, o vice-governador, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e dirigentes estaduais e representantes dos movimentos sociais da sigla no Estado. Não faltaram criticas ao descontrole da economia brasileira que ameaça a estabilidade financeira, os preços e osempregos. Os socialistas criticaram as atitudes do governo federal que demonstra maior preocupação com as eleições do que com o diálogo e a solução dos problemas do país.

Os EUA comparados a Dinamarca em qualidade de vida

Edição 1867 de 17 a 23 de abril de 2011
Rafael Jardim
EUA ou Dinamarca: qual é o modelo ideal para o Brasil?
Desde o século XIX, o Brasil, sobretudo membros da elite, alimentou certo fascínio pelos Estados Unidos. Talvez porque os dois passaram por processos semelhantes, desde a colonização até a interiorização. O fato concreto é que, não raras vezes, isso nos prejudicou. Ainda assim, esse fascínio continua. Hoje, com relações comerciais melhor distribuídas pelo mundo, e consequente redução da participação dos EUA em nossa balança comercial, não tenho a conta de quantas vezes li na Veja que esse caminho atual está errado e que, basicamente, quanto mais amigos deles, melhor seria para nós.
Penso que nossa história recente nos mostra o contrário. É positivo que tenhamos boas relações comerciais e políticas com os norte-americanos, mas é ainda melhor construir sólidas relações com um número cada vez maior de nações, distribuídas em todos os continentes. Essa política, inclusive, contribuiu para que o Brasil firmasse sua posição como líder mundial incontestável.
Pois bem: não irei focar aqui questões como comércio e diplomacia. Quero questionar o fato de que esse fascínio pelos EUA se reflete, em muitos (incluindo governantes), em uma tentativa de alçar aquele país à condição de “modelo ideal” para o Brasil. E quero propor uma alternativa.
No fim dos anos 90, morei quatro anos nos Estados Unidos. Conheci um país interessante, bonito, bem misturado, e que tem se adaptado relativamente bem ao fato de que, cada vez mais, milhões de pessoas de dezenas de países têm transformado gradualmente sua cultura e costumes. Conheci, porém, um país com uma cultura de competição quase doentia. Um lugar de winners – como Charlie Sheen, ironicamente – e losers. Vi um povo que tem absoluta ojeriza a pagar impostos, e que não sabe ou finge não saber porque eles existem. Um povo que, estranhamente, só apoia pagar impostos quando é para gastar ainda mais com segurança.
Deparei-me, nos EUA, com uma tal palavra “liberdade”, cujo significado é completamente diferente do que em qualquer outro país do mundo. Lá, a liberdade é para não estar nem aí, ou para enriquecer de maneira incontrolada e irresponsável. E foram várias as vezes que vi brigas de crianças na escola serem justificadas com um “it's a free country” (aqui é um país livre). Lá, a liberdade não termina quando começa a do próximo. Por esse motivo, vemos uma situação em que todos acham que a possuem, mas apenas alguns chegam a, de fato, usufruir dela. 
O mais importante é que me deparei com um país que não tinha (ainda) nenhum tipo de sistema público de saúde, e que não estava muito preocupado com as camadas mais pobres. Uma sociedade em que a maioria de seus indivíduos, ao se isentarem por completo pelos problemas dos outros, se recusam a gastar o seu próprio dinheiro para ajudá-los. A não ser quando celebridades se juntam em programas passageiros de caridade, como para o Haiti. Ajudar, só quando é “cool”, ou quando aquele cantor que você admira lhe faz chorar emocionado ao mostrar a foto de uma criança em sofrimento.
Por tudo que expus acima, não posso concordar com a ideia de que os Estados Unidos devem ser a nossa referência de país. Temos vários modelos melhores. Como considero que o problema mais grave do Brasil continua sendo a desigualdade social, ainda mais agora que somos a sétima economia mundial, proponho a Dinamarca como nosso “modelo ideal”, uma vez que é o país com menor desigualdade social do mundo, segundo o Índice de Gini calculado hoje pela ONU.
O Índice de Gini foi desenvolvido há quase 100 anos e mede o nível de desigualdade de renda. Ele varia de 0 a 1, e quanto mais próximo de 1, mais desigual, e quanto mais próximo de 0, menos desigual. O Gini dinamarquês oscila entre 0,23 e 0,25. O brasileiro estava, em 2008, em torno de 0,54 (já chegamos a ter 0,67). O dos EUA é de 0,46, considerado alto pela ONU.
Essa diferença entre o índice na Dinamarca e nos Estados Unidos tem uma origem muito clara. Reflete preferências ideológicas antagônicas. No país escandinavo, a defesa da presença do Estado chega a ser cultural. Já para os norte-americanos, é comum o pensamento de que o Estado serve para tirar o dinheiro das famílias. Não é coincidência que a carga tributária da Dinamarca é a maior do mundo, com 48%. Nos EUA, por sua vez, essa carga é de 27%. Convenhamos, para quem não acha o Estado tão necessário assim, é um valor considerável. Para comparar, nossa carga tem oscilado entre 34 e 35% do PIB.
Na Dinamarca, o sistema de saúde é universal, gratuito e, como tudo por lá, equitativo. O gasto do usuário é praticamente apenas com medicamentos, com pequenas exceções. Ainda assim, o subsídio do Estado é de mais de 50%. E quem não pode, não paga, ou é reembolsado. Tudo isso, por incrível que pareça, gastando menos de 9% do PIB com saúde. A educação não é diferente. A ampla maioria dos alunos estuda em escolas públicas, e até no sistema privado o Estado chega a subsidiar ao menos 80% dos custos. A taxa de desemprego, por sua vez, oscilou entre 2 e 4% nos últimos cinco anos. É a sonhada situação chamada de pleno emprego, da qual até temos nos aproximado.
Além de tudo isso, a Dinamarca é hoje um verdadeiro “papa-títulos”. Uma pesquisa da Universidade de Leicester indicou o país como o mais feliz do mundo. Três das variáveis principais do estudo eram nível de renda, acesso à saúde, e acesso à educação. O Índice Global da Paz, criado pela revista The Economist em parceria com várias universidades europeias, colocou a Dinamarca como o segundo país mais pacífico do mundo em 2009, atrás da Nova Zelândia. O IPC, Índice de Percepções da Corrupção, criado pela ONG Transparência Internacional, mostra também o país como o menos corrupto, em conjunto com a mesma Nova Zelândia, além da Suécia.
O Brasil dos nossos sonhos é aquele em que todos têm não somente a mesma oportunidade, mas a mesma qualidade nos serviços básicos, como a saúde e a educação. Um país de pleno emprego, pacífico e com irrisórios níveis de corrupção. Nosso modelo é a Dinamarca.
Claro, poderia ser o Canadá, a Suécia, ou a Noruega. Quem sabe a Alemanha, que é o único entre os 15 países mais populosos do mundo que está entre os 10 menos desiguais. Todos eles têm forte presença do Estado. Com educação e saúde públicas, universais, gratuitas e de qualidade. E liberdade, sabendo que a liberdade plena não existe e não convive com desigualdade.
O argumento contrário é sempre de que o Brasil tem carga tributária de países europeus e serviços de “países subdesenvolvidos”. Isso tem mudado, mas não deixa de ser verdade. Agora, a solução então é reduzir a carga para 10, 11%? Isso melhora em que a nossa eficiência? Assim, apenas estaríamos excluindo boa parte da população do acesso aos serviços que, bem ou mal, nosso Estado oferece. A solução para o SUS é não tê-lo? A saída para a educação é privatizá-la? Quem ganha e quem perde com isso?
A solução é, certamente, melhorar a qualidade dos serviços que o Estado brasileiro oferece. Isso demanda vontade e trabalho, mas demanda tempo. Não há mágica